sábado, 21 de fevereiro de 2026

Coordenação Pedagógica: Quando o laudo vira desculpa

O aumento de diagnósticos, os limites esquecidos e o verdadeiro papel da família e da escola na educação das crianças

Nos últimos anos, os profissionais da educação têm percebido um aumento no número de crianças com laudos médicos, especialmente relacionados ao comportamento e à aprendizagem. É verdade que hoje existe mais acesso à informação, a profissionais de saúde e a diagnósticos mais precisos, algo confirmado por estudos de instituições como o Centers for Disease Control and Prevention. No entanto, também é necessário refletir com cuidado sobre como esses laudos estão sendo usados no dia a dia das famílias e das escolas.

Em muitos casos, o laudo, que deveria ser um instrumento de apoio e cuidado, acaba sendo usado como justificativa para a falta de limites, de acompanhamento e de responsabilidade dos pais na educação dos filhos. Educar dá trabalho, exige tempo, paciência e presença. Quando tudo é colocado na conta de um diagnóstico, corre-se o risco de ignorar problemas básicos, como a ausência de rotina, diálogo, afeto, correção e exemplo dentro de casa. Nenhum laudo substitui o papel da família na formação da criança.

Isso não significa negar a existência de transtornos reais nem desvalorizar a ciência ou os profissionais da saúde. A própria Organização Mundial da Saúde reforça que diagnósticos devem ser usados com responsabilidade e sempre junto de apoio familiar e educacional. O alerta é para o uso indevido desses laudos como desculpa para a negligência e para a transferência total da educação dos filhos para a escola ou para o sistema de saúde. Criança precisa de cuidado profissional quando necessário, mas precisa, acima de tudo, de pais presentes, responsáveis e comprometidos com sua educação.

Como a escola pode lidar com tantos laudos médicos no dia a dia

A chegada de muitos laudos médicos à escola é um grande desafio, mas também uma oportunidade de cuidar melhor de cada aluno. Para acompanhar tantas individualidades, a escola precisa agir com organização, bom senso e trabalho em equipe, sem perder o foco na educação.

O laudo deve ser lido com responsabilidade, servindo como orientação e não como uma “sentença”. Ele precisa ser analisado junto com a realidade observada em sala de aula. Criar um plano simples de acompanhamento, com adaptações possíveis e práticas, ajuda a atender o aluno sem sobrecarregar o professor, como orienta a Organização Mundial da Saúde.

Esse trabalho não pode ficar nas costas de um único profissional. É fundamental que professores, coordenação e apoio pedagógico caminhem juntos, mantendo diálogo claro com as famílias. A parceria família–escola é essencial, conforme destacam as orientações do Ministério da Educação sobre educação inclusiva.

Por fim, a escola deve priorizar adaptações pedagógicas, e não privilégios, registrar avanços e dificuldades e investir na formação contínua dos professores. Estudos ligados à UNESCO reforçam que inclusão se faz com preparo, limites, afeto e expectativa de aprendizagem. A escola educa pessoas, não diagnósticos.

Referências

  • Centers for Disease Control and Prevention. Data and Statistics on Children’s Mental Health.

  • Organização Mundial da Saúde. Child and Adolescent Mental Health Policies and Plans.

  • American Psychiatric Association. DSM-5 – Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Atividade de Ensino Religioso sobre Diálogo Inter-religioso

Esta atividade de Ensino Religioso trabalha, de forma simples e significativa, o tema do diálogo inter-religioso, ajudando os alunos a compreenderem a importância do respeito às diferentes crenças.

sábado, 31 de janeiro de 2026

Gênero textual receita: aula prática com bolinho de banana no 3º ano

Uma proposta alinhada à BNCC para tornar a aprendizagem mais significativa.


Trabalhar o gênero textual receita em sala de aula pode ir muito além da leitura no caderno. Pensando nisso, desenvolvi uma aula prática e significativa com alunos do 3º ano, utilizando a receita do bolinho de banana na airfryer como recurso pedagógico.

A proposta uniu leitura, interpretação, sequência lógica e produção de texto, tornando o aprendizado mais envolvente e prazeroso. Quando o aluno participa ativamente do processo, o conhecimento ganha sentido e se transforma em experiência.

Objetivos da aula
  • Compreender o gênero textual receita
  • Identificar ingredientes e modo de preparo
  • Reconhecer a estrutura do texto instrucional
  • Desenvolver leitura atenta e compreensão textual
  • Estimular a aprendizagem por meio da prática
Habilidades da BNCC (Língua Portuguesa – 3º ano)
  • EF03LP02 – Ler e compreender textos instrucionais (receitas), identificando finalidade e estrutura.
  • EF03LP05 – Localizar informações explícitas em textos.
  • EF03LP08 – Produzir textos do gênero receita, respeitando suas características.
Como a aula foi desenvolvida
  • Leitura coletiva da receita
  • Identificação dos ingredientes e do modo de preparo
  • Conversa sobre verbos no imperativo e sequência das ações
  • Aula prática com a receita
  • Atividade escrita de interpretação e/ou produção de receita
Considerações finais

Essa aula mostrou que aprender fazendo desperta interesse, participação e significado. O gênero receita deixou de ser apenas conteúdo e passou a ser vivência, fortalecendo a aprendizagem de forma natural e prazerosa. É possível envolver atividades de matemática, ciências, arte. Esta publicação foi para inspirar outros professores a aplicarem esta aula e adaptá-la conforme realidade da turma.

Momentos e fotografias




quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Ficha de Acompanhamento do Professor: ferramenta essencial para coordenadores pedagógicos

O blog Atividades Itinerantes está disponibilizando uma ficha de acompanhamento do professor em sala de aula, pensada especialmente como uma ferramenta prática para coordenadores pedagógicos. A ficha auxilia no registro de observações, no acompanhamento do trabalho docente e no fortalecimento do diálogo pedagógico, contribuindo para uma prática mais reflexiva e organizada. Um material simples, funcional e alinhado à melhoria contínua do processo educativo.



quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Atividade de História Evolução Humana

O blog Atividades Itinerantes está disponibilizando uma atividade sobre A evolução humana, pensada para tornar o aprendizado mais claro, dinâmico e acessível. A proposta ajuda a compreender, de forma didática, as principais etapas do processo evolutivo, estimulando a curiosidade científica, a reflexão crítica e o interesse pela história da humanidade em sala de aula.


QUESTÕES PARA PASSAR NO QUADRO

1 - De acordo com o texto, como os estudos de fósseis e observações científicas ajudaram a compreender a evolução dos seres vertebrados até o surgimento do ser humano?

2 - Quais foram as principais características do Australopithecus e de que forma seu modo de vida se relacionava com o ambiente em que vivia?

3 - Explique por que o Homo habilis recebeu esse nome e qual foi a importância de suas invenções para a sobrevivência do grupo.

4 - Em que aspectos o Homo erectus representou um avanço em relação às espécies humanas anteriores mencionadas no texto?

5 - Segundo o texto, o que diferencia o Homo sapiens sapiens dos homens primitivos, e por que essa característica é considerada fundamental para o homem moderno?

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Ensino Religioso: Atividade Tipos de Tolerância

O blog Atividades Itinerantes elaborou uma atividade educativa sobre Tipos de Tolerância, com linguagem simples e reflexiva. O material estimula o respeito às diferenças e promove a empatia, contribuindo para a formação ética e cidadã dos estudantes.

domingo, 25 de janeiro de 2026

Capas para caderno de Ensino Religioso para colorir

O blog Atividades Itinerantes está disponibilizando capas para caderno para colorir, pensadas para tornar o material escolar mais atrativo e personalizado. Especialmente para cadernos de Ensino Religioso.



quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Por que hoje parece que tem mais autistas? A ciência explica

Muita gente tem percebido que hoje se fala mais em autismo do que antigamente. Isso faz parecer que “tem mais autistas agora”, mas as pesquisas mostram que a explicação é outra.

Segundo estudos do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), o que aumentou principalmente foi o número de diagnósticos, não necessariamente o número de pessoas com autismo. Hoje, o autismo é mais conhecido, mais estudado e mais identificado do que no passado.

Um dos motivos é que as regras para o diagnóstico mudaram. Com o DSM-5, vários tipos de autismo passaram a fazer parte de um único espectro. Assim, pessoas com sinais mais leves, que antes não recebiam diagnóstico, agora são reconhecidas.

Outro ponto importante é a maior informação da população. Pais, professores e profissionais de saúde sabem mais sobre o autismo e conseguem perceber os sinais mais cedo. Além disso, hoje meninas e adultos também estão sendo mais diagnosticados, coisa que antes quase não acontecia.

A ciência explica ainda que o autismo tem forte relação genética. Fatores do ambiente continuam sendo estudados, mas não existe uma causa única comprovada. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça que o autismo é uma condição do desenvolvimento do cérebro, e não uma doença nova ou contagiosa.

Por isso, especialistas não usam o termo “epidemia de autismo”. O que existe é mais conhecimento, mais atenção e mais acesso ao diagnóstico.

Entender isso ajuda a combater preconceitos e a promover mais respeito, inclusão e apoio às pessoas autistas e suas famílias.

📚 Referências

  • Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Autism and Developmental Disabilities Monitoring Network.

  • American Psychiatric Association. DSM-5 – Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais.

  • Organização Mundial da Saúde (OMS). Autism spectrum disorders – Fact sheets.

  • JAMA Network Open. Estudos sobre prevalência e diagnóstico do TEA.

  • Medical News Today. Why autism diagnoses are rising.