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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

ENSINO RELIGIOSO: Atividade para 7º ano - A FÉ NAS TRADIÇÕES RELIGIOSAS

Olá, professores! O Blog Atividades Itinerantes sempre recebe sugestões de atividades de professores amigos do blog. Eterna gratidão pelas contribuições. Hoje a sugestão é do professor Douglas (EMEF. MARIA BARROS HORSTH), confiram:

A FÉ NAS TRADIÇÕES RELIGIOSAS

         A fé consiste em acreditar ou ter uma convicção da existência de algum fato, objeto ou uma verdade anunciada. Nas tradições religiosas ela é muito importante, por isso vamos procurar entender o que é a fé. Quando seguramos uma caneta, ou um caderno, não precisamos dizer que acreditamos ou temos fé na sua existência, porque pela experiência que os sentidos nos proporcionam já sabemos que realmente estão diante de nós sentimos seu peso, percebemos sua cor, seu formato e, dependendo do objeto, até sentimos seu calor ou cheiro.

         Além dessa forma de crer, as tradições religiosas ensinam a acreditar em algo diferente, algo que não podemos tocar ou ver, apenas sentir. Elas nos ensinam a acreditar, a ter fé no transcendente, Deus. Cada comunidade religiosa possui sua maneira de apresentar e representar o Transcendente no qual acredita, ou tem fé, e isso é muito importante porque funciona como um motor que dá força, gera movimento e unidade entre os membros da comunidade.

         À nossa volta, podemos notar que surgem algumas formas de viver a fé no Transcendente que nem sempre correspondem às que as tradições orientam. São elas:

·        FÉ UTILITARISTA: A pessoa acha útil ter fé para satisfazer suas necessidades imediatas.

·        FÉ DESCARTÁVEL: A pessoa muda de fé ou religião como muda de camisa. Quando a fé se torna exigente pedindo mudança de vida ou compromisso a pessoa vai buscar uma menos exigente.

·        FÉ PRONTO-SOCORRO: A pessoa só se lembra de Deus nos momentos difíceis da vida. É como um hospital que a gente só procura quando está doente. Deus só é buscado para resolver os grandes problemas ou dificuldades humanas.

·        FÉ PERMANENTE OU CONTÍNUA: Esta é a fé verdadeira, permanece independente de tempos alegres ou tristes, fé tranquila, sem abalos. É uma forma progressiva e manter a fé no Transcendente, se fortalece com os desafios para alcançar o bem, anunciado pelas tradições religiosas. É a fé no Transcendente que faz com que tantas pessoas estejam unidas em um mesmo ideal em todo mundo, um ideal de libertação do ser humano, de igualdade entre de todas as raças, de busca pela paz e respeito entre todas as comunidades. A fé inspira incontáveis sacrifícios que escapam da compreensão de nossa razão, mas não são estranhos para aquelas pessoas que realmente percebem o sentido de sua experiência religiosa. Para elas, a fé ajuda a viver em harmonia com as outras pessoas e com o transcendente.

PARA REFLETIR E RESPONDER

1.   O que é a fé?

2.   Qual a diferença entre acreditar em objeto qualquer e a fé religiosa?

3.   O que é a fé utilitarista? Dê um exemplo.

4.   O que é a fé descartável? Dê exemplo.

5.   O que é a fé pronto-socorro? Dê exemplo.

6.   O que é a fé permanente ou contínua? Dê exemplo.

7.   O que a fé verdadeira faz as pessoas realizarem na vida?

8.   Diz São Tiago em sua carta: “a fé que não vem acompanhada de obras é morta” (Tg. 2, 17). O que ele quis dizer? Explique.

9.   O que devo fazer para tornar concreta minha fé em Deus?

10.   Cite nomes de pessoas que foram exemplos de fé em Deus na sua vida. 

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

PRIMEIRO DIA DE AULA: Atividade: roda de conversa para falar de sentimentos

Coloque a turma para compartilhar angústias e dificuldades acumuladas nos anos de pandemia

Indicado para: Anos Finais 

PASSO A PASSO

1. Reúna a turma e convide-a para realizar a atividade. Proponha aos alunos que façam uma reflexão de como foram os últimos anos, com ensino remoto emergencial e uma série de mudanças no país e no mundo. Peça que escrevam, com letra bastão e com a mesma cor de caneta (para aproximar as escritas de todos), angústias e dificuldades que eles tiveram nesse período.

2. Recolha os escritos e os classifique. Agrupe as informações em categorias, de acordo com o contexto delas: questões relativas à escola, à saúde (medo de contaminação, por exemplo), a perdas familiares e assim por diante.

3. Divida os alunos em grupos. Distribua os escritos de maneira que todos os grupos recebam uma angústia ou dificuldade relativa a cada uma das categorias.

4. Coloque-os para refletirem. Sugira que os grupos pensem, em conjunto, sobre quais conselhos dariam para a pessoa que escreveu aquela angústia/dificuldade. A ideia é oferecer uma oportunidade de acolhimento sem expor individualmente os alunos.

5. Promova um debate coletivo. Para finalizar, convide a turma a compartilhar os conselhos, garantindo que cada grupo apresente ao menos uma das propostas construídas por eles. Faça a mediação da conversa, apontando as similaridades de dores e angústias e ressaltando as sugestões de apoio. Um dos objetos é levá-los a refletirem: se eu sei que o outro tem dores parecidas com as minhas, por que não o trato como gostaria de ser tratado?

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