Muita gente tem percebido que hoje se fala mais em autismo do que antigamente. Isso faz parecer que “tem mais autistas agora”, mas as pesquisas mostram que a explicação é outra.
Segundo estudos do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), o que aumentou principalmente foi o número de diagnósticos, não necessariamente o número de pessoas com autismo. Hoje, o autismo é mais conhecido, mais estudado e mais identificado do que no passado.
Um dos motivos é que as regras para o diagnóstico mudaram. Com o DSM-5, vários tipos de autismo passaram a fazer parte de um único espectro. Assim, pessoas com sinais mais leves, que antes não recebiam diagnóstico, agora são reconhecidas.
Outro ponto importante é a maior informação da população. Pais, professores e profissionais de saúde sabem mais sobre o autismo e conseguem perceber os sinais mais cedo. Além disso, hoje meninas e adultos também estão sendo mais diagnosticados, coisa que antes quase não acontecia.
A ciência explica ainda que o autismo tem forte relação genética. Fatores do ambiente continuam sendo estudados, mas não existe uma causa única comprovada. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça que o autismo é uma condição do desenvolvimento do cérebro, e não uma doença nova ou contagiosa.
Por isso, especialistas não usam o termo “epidemia de autismo”. O que existe é mais conhecimento, mais atenção e mais acesso ao diagnóstico.
Entender isso ajuda a combater preconceitos e a promover mais respeito, inclusão e apoio às pessoas autistas e suas famílias.
📚 Referências
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Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Autism and Developmental Disabilities Monitoring Network.
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American Psychiatric Association. DSM-5 – Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais.
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Organização Mundial da Saúde (OMS). Autism spectrum disorders – Fact sheets.
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JAMA Network Open. Estudos sobre prevalência e diagnóstico do TEA.
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Medical News Today. Why autism diagnoses are rising.
